O Departamento de Epidemiologia (DEP) realiza estudos epidemiológicos de estados de saúde e de doença da população residente em Portugal.
De facto, o conhecimento actualizado sobre a saúde e a doença da população contribui fortemente para avaliação de planos de intervenção de âmbito nacional, como o Plano Nacional de Saúde, de âmbito regional ou dirigidos especificamente a algumas doenças ou situações.
Neste quadro, o DEP aborda a morbilidade: por doenças transmissíveis como a gripe; por doenças não transmissíveis como acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio, diabetes ou doença pulmonar obstrutiva crónica (MS); por acidentes e violência, nomeadamente acidentes domésticos e de lazer (ADELIA).
Em geral, as abordagens centram-se, umas na vigilância epidemiológica como é o caso da gripe/síndroma gripal (Médicos-Sentinela) ou da mortalidade diária (VMD); outras na investigação epidemiológica como o estudo da prevalência da dor crónica ou a descrição do estado de saúde dos emigrantes, ambos os estudos realizados com base em dados do 4º Inquérito Nacional de Saúde.
Um papel muito importante nesta área de trabalho é constituído pela realização de estudos de mortalidade com base nas estatísticas oficiais (Instituto Nacional de Estatística, Direcção Geral de Saúde). Tem sido feita a análise de muitas causas de morte, sobretudo, as que são mais relevantes do ponto de vista quantitativo. Salientem-se, de entre múltiplos estudos já realizados e publicados, dois que se destacam pela sua dimensão: o “Atlas da Mortalidade por Doenças Não Neoplásicas” (1999_2001) e o projecto Geofases 1ª Fase: “Análise da Mortalidade e dos Internamentos Hospitalares por concelhos de Portugal Continental”(2000-2004).
Por outro lado, tem sido feita a exploração da base de dados de Internamentos Hospitalares (GDH – Administração Central dos Serviços de Saúde), por exemplo, o projecto Isadora – “Investigar SAzonalidades de DOenças com Repercussões Acentuadas”.
Deve ser salientado que a vigilância epidemiológica e a investigação sobre a mortalidade e a morbilidade da população portuguesa continuará a ser realizada não só através da exploração de grandes bases de dados já existente, assim como, através de estudos delineados especificamente.